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Saturday, January 3, 2009

CONCLUSÃO


CONCLUSÃO

Este guia mostra a conexão entre os dias da contagem do ômer e as semanas do ano. Através dos prismas do Perek Shirá, Pirkê Avot e das sefirot, ele ensina como embarcar nessa jornada de autoanálise e desenvolvimento. Como metas, uma vida mais feliz, harmônica, de constante reconhecimento, gratidão e louvor a D’us, em consonância com o tempo.

Rabi Akiva é  quem melhor representa cada um dos prismas e metas mencionados. Em primeiro lugar, é o rabino mais afetado pela contagem do ômer, pois foi nesse período que seus 24,000 alunos faleceram.

A conexão do Rabi Akiva com o Pirkê Avot é fortíssima. Mesmo depois da perda de seus alunos, não desistiu e formou mais cinco discípulos.[1] Os ensinamentos do Rabi Akiva e desses alunos formam grande parte da tradição judaica, inclusive do Pirkê Avot.

A ligação de Rabi Akiva com as sefirot e a cabalá é bastante clara. Foi o único do grupo de quatro colegas que “mergulhou” espiritualmente no Pardes e sobreviveu com seu intelecto intacto.[2] Pardes significa o “pomar” dos quatro níveis de interpretação da Torá, sendo o mais elevado, a cabalá. Rabi Akiva ensina no Pirkê Avot : “Querido é o ser humano, pois foi criado à imagem [de D’us]; é um carinho ainda maior fazê-lo ciente de que foi criado à imagem [de D’us].”  Como explicado, o entendimento das sefirot é baseado neste conceito.

É impressionante notar que vários dos ensinamentos e histórias de Rabi Akiva incluem animais e refletem as canções encontradas no Perek Shirá. Existe uma clássica narrativa do Talmud ilustrando a afirmativa de que tudo que D’us faz é para o bem. Ela conecta Rabi Akiva com o galo, o burro, o gato, e o leão.

Rabi Akiva estava viajando quando chegou em uma certa cidade. Tendo lhe sido recusada acomodação, retrucou com a célebre frase: “Tudo que D’us faz é para o bem”, e foi passar a noite no campo. Levava consigo um galo, um burro e uma lâmpada. O vento veio e apagou a lâmpada, um gato veio e comeu o galo, e um leão veio e comeu o burro!! Contudo, diante de todos estes obstáculos, Rabi Akiva continuou dizendo que tudo que D’us faz é para o bem. Naquela noite, um exército inimigo invadiu e tomou todos os habitantes da cidade cativos.  Disse então para seus discípulos: “Não expliquei a vocês que tudo que D’us faz é para o bem? Pois, se o vento não tivesse apagado a lâmpada, se o burro tivesse rangido ou o galo cantado, os inimigos teriam me capturado!”[3]

Quando o governo romano proibiu o estudo da Torá, cuja punição era a pena de morte, ainda assim, Rabi Akiva continuou a estudá-la e ensiná-la. Quando indagado se temia o decreto romano, contou a seguinte parábola: a raposa (animal no Perek Shirá que representa a destruição do Templo) estava andando no córrego quando avistou um ajuntamento de peixes (animais no Perek Shirá que representam a habilidade de superar preocupações mundanas). A raposa perguntou aos peixes porque estavam ali aglomerados, ao que responderam que estavam escondidos dos pescadores. A raposa então sugeriu aos peixes que fossem para a terra seca e se juntassem a  ela. Daí, os peixes contestaram afirmando que se não estavam seguros n’água, seu habitat natural, fora d’água seria ainda muito mais perigoso![4]

Apesar de só fazer teshuvá (retornar a D’us) e começar seus estudos aos quarenta anos, Rabi Akiva se transformou em um dos maiores sábios de todos os tempos. Ao ser extremamente torturado, morreu como mártir, louvando e glorificando a D’us, com as palavras do Shemá Israel em sua boca.

Fica o exemplo edificante de Rabi Akiva a ser seguido durante a nossa jornada anual. Ao aperfeiçoar a imagem divina refletida nas sefirot, e aprender através dos sábios e até dos animais,  encontraremos afinal o nosso canto. O canto da alma, do Povo de Israel, da humanidade, e da natureza.[5]

Após a jornada, quando despertarmos em Rosh Hashaná no próximo ano, escutaremos o toque do shofar de forma mais íntima e consciente. Se D’us quiser, em mérito deste esforço, brevemente iremos escutar o toque do shofar feito pelo profeta Eliyahu. Este toque anunciará, finalmente, a chegada de Mashiach, que nos ensinará a cantar com união, de forma ainda mais elevada, com muita saúde, felicidade e paz.











[1] Talmud, Yevamot 62b. Rabbi Shimon Bar Yochai, cujo yahrzeit ocorre em Lag Ba’õmer, Rabbi Meir Ba’al HaNess e Rabbi Yehuda Bar Ilay, cujos yahrzeits ocorrem em Pessach Sheini, foram três destes cinco discípulos.
[2] Talmud, Chagigá 14b
[3] Talmud, Berachot 60b
[4] Talmud, Berachot 61b
[5] Existem textos e conceitos sagrados adicionais que também podem ser compreendidos através do calendário judaico, revelando a energia espiritual de cada semana sobre outros prismas. Com a ajuda de D’us, estes textos serão explorados nos próximos livros desta série.


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