Tonight in the Weekly Cycle



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Sunday, January 25, 2009

Semana 48: Combater a Frieza com Calor Humano


Semana 48: Combater a Frieza com Calor Humano

Na  quadragésima oitava semana, que inclui o segundo dia de Rosh Chodesh Elul, no Perek Shirá o escorpião declara como D’us é bom para com todos e manifesta sua misericórdia a todos os Seus feitos (Salmo 145:9). O escorpião carrega uma  grande carga de transgressão e pecado, e por isso agradece a D’us que até dele tem piedade.
É sabido que espiritualmente o veneno do escorpião é considerado pior ainda do que o da cobra. O veneno da cobra é quente, representando paixão, mas o veneno do escorpião é frio, simbolizando a indiferença. É mais fácil utilizar a paixão para o bem, do que “redirecionar” o sentimento de indiferença.  A solução para esta é aquecer a alma através do estudo da Torá.
A profunda lição do Pirkê Avot desta semana está contida no ensinamento do Rabi Shimon ben Elazar que dizia para que não aplaquemos nosso próximo no momento de sua ira; não o consolemos enquanto o morto jaz diante dele; não lhe perguntemos ( os detalhes) de sua promessa no momento em que a formula; e tratemos de não vê-lo no momento de sua degradação (Cap. IV:18). Esta lição do Rabi Shimon é inversa ao cântico do escorpião pois descreve situações nas quais uma pessoa está afetada e “esquentada” pelas suas emoções e  a vontade de ajudá-la pode produzir efeito negativo. Nas situações descritas pelo Rabi Shimon, temos que- friamente- usar nosso intelecto e nos distanciar daquela situação momentaneamente. Neste sentido, as qualidades frias do escorpião podem ser utilizadas para o bem.
Nesta semana a combinação das sefirot resulta em yesod shebemalchut, pois temos que intensificar nossa base judaica para retornamos a D’us e aumentar a realeza e a glória de D’us neste mundo.
Finalmente, a lição de autoaprimoramento que aprendemos com o escorpião é a de que temos a possibilidade e obrigação de ajudar aqueles indivíduos que estão distanciados da Torá e mostrá-los o calor humano e as belezas da sabedoria judaica.

Sunday, January 18, 2009

Semana 49: Trazer Mais Luz Para Dissipar Completamente a Escuridão

Semana 49: Trazer Mais Luz Para Dissipar Completamente a Escuridão

E na  quadragésima nona semana no Perek Shirá, a lesma declara que os inimigos de D’us derreterão e não verão a luz do sol (Salmo 58:9). A lesma parece estar em condições ainda piores que a cobra e o escorpião pois ela literalmente está se dissipando. Este verso está ligado ao mês de Elul, no qual através da nossa teshuvá (retorno a D’us), saímos de nossos maus caminhos e depressão, e nos conectamos com a luz de D’us.
O salmo utilizado no cântico da lesma se refere à capacidade de reduzir a má inclinação a nada, como fez o Rei David. E faz muito sentido esta declaração nesta semana, porque é no dia quarenta e nove que se completa a contagem do ômer. Com o final da semana quarenta e nove concluímos o trabalho de autoaprimoramento das sefirot emocionais. Depois de subir degrau por degrau, conseguimos também diminuir a má inclinação dentro de nós.
O Pirkê Avot desta semana está na lição de Shemuel o Pequeno, que ensinava a não nos alegrarmos quando nosso inimigo cai, e e em seu tropeço não podemos permitir que nosso coração se alegre, para que D’us não o veja e Lhe desagrade, e desvie Sua ira dele (para nós) (Cap. IV: 19). O conselho de Shemuel é relativo a como devemos nos portar quando estamos prestes a vencer o nosso maior inimigo – a má inclinação e pecado. Shemuel o Pequeno, era assim chamado por causa de sua grande humildade. Devemos cultivar a humildade especialmente nestes dia de Elul.
Nesta semana a combinação das sefirot resulta em malchut shebemalchut, que representa o comportamento completamente majestoso ainda ligado a esse mundo material.
A lição de aperfeiçoamento que aprendemos da lesma é que devemos levar a luz da Torá a pessoas que se encontram no escuro espiritual.


Sunday, January 11, 2009

Semana 50: Saber Que Não Há Limites Para Crescimento e Aproximação com D’us


Semana 50: Saber Que Não Há Limites Para Crescimento e Aproximação com D’us

As três semanas de 50 a 52 representam “Shavuot,” onde nos é ofertado um nível mais elevado das sefirot intelectuais: chochmá, biná e da’at. Esta primeira semana está ligada a sefirá de chochmá.
Na  quinquagésima semana, que marca Chai Elul, no Perek Shirá é chegada a hora da formiga ensinar ao preguiçoso para aprender de seus caminhos e adquirir sabedoria (Provérbios 6:6). Conforme mencionado durante a décima segunda semana, o Chassidismo acende um fogo interior na pessoa, como se fora um despertar, para que possamos servir a D’us propriamente, como faz a formiga.[1]
Chai Elul é a data do nascimento do Baal Shem Tov e do Alter Rebbe de Lubavitch. Ba’al Shem Tov foi o fundador do Chassidismo, que nos revelou segredos da Torá necessários para servir a D’us em um nível mais elevado. O Alter Rebbe, que se considerava o neto espiritual do Ba’al Shem Tov, deu prosseguimento a essa difusão de conhecimentos, fundando o Chassidismo Chabad. Conforme explicado, Chabad é o acrônimo das palavras chochmá, biná e da’at, respectivamente, sabedoria, compreensão e conhecimento. O objetivo primordial do Chabad é o de trazer luz e calor chassídico ao intelecto, a parte mais fria do ser humano.
A formiga é  um exemplo de animal que  parece não obedecer a parâmetros lógicos. Sua força parece estar acima da compreensão, pois pode carregar objetos dezenas de vezes maiores que seu peso. Na medida em que estamos conectados com D’us, que tudo pode, recebemos força para trilharmos caminhos até então impossíveis. A força de Chai Elul, data ligada a uma nova aproximação com  D’us, e a tantos milagres que aconteceram com o Baal Shem Tov e o Alter Rebbe, também é algo muito acima da nossa compreensão.
No Pirkê Avot, Elishá ben Avuiá dizia que quem aprender a Lei Divina na juventude, a que se parece? A tinta escrita em papel novo. E o que a estuda já velho, a que se assemelha? A tinta escrita em papel que foi apagado (Cap. IV:20). Esta primeira interação com a Torá está ligada à sefirá de chochmá. Chochmá representa este primeiro contato com a sabedoria, quando temos aquela primeira sensação de que “uma lâmpada acendeu” em nossas mentes.
No Talmud, Elishá ben Avuiá é chamado de Acher – “o outro” – pois foi excomungado pelos rabinos da época. Sua atitude perante D’us foi de tal desrespeito, que uma voz celeste declarou que todos devem fazer teshuvá (retornar a D’us), menos Elishá ben Avuiá.[2]  Ao chegarmos na semana cinqüenta, já sabemos que não é mera coincidência que esta lição cai justo em Chai Elul. A visão chassídica é de sempre tentar ver o lado bom e de procurar mecanismos para que os mais afastados possam fazer teshuvá. Isto já foi demonstrado anteriormente na semana do corvo, semana da Rosh Hashaná da Chassidut, dia 19 de Kislev. O Rebbe de Lubavitch, baseado numa interpretação do Arizal, explica que D’us aceita até mesmo o arrependimento de Acher.[3]
Esta lição de Acher também está conectada com a formiga. Por mais que a formiga tenha qualidades maravilhosas como apontado antes, ela também é capaz de ter um lado não muito positivo, que é de se achar superior  aos outros. Vemos isto em seu próprio canto, ao chamar o outro de preguiçoso e louvar as suas próprias qualidades. No Judaísmo, algo pior que pecar, é ser arrogante. Sobre alguém arrogante, D’us diz que “Eu e ele não podemos morar juntos”. Isto é algo seríssimo, que o Chassidismo também veio para consertar. Há um ditado muito conhecido de um dos mais extraordinários chassidim do Chabad, Reb Hillel Paritcher. Diz ele que antes de ser chassid, ele se considerava um tzadik. Ao começar a estudar o Tanya, principal obra do Alter Rebbe, pensou: “quem me dera ser uma pessoa mediana (beinoni)!”
O próprio Alter Rebbe, no discurso chassídico ao ser libertado da prisão no dia 19 de Kislev, enfatiza a importância da humildade. Neste discurso, chamado Katonti, o Alter Rebbe explica que a reação correta ao obter sucesso é  perceber a bondade de D’us e sentir gratidão. Cada vez que nos aproximamos de D’us entendemos melhor como somos pequenos em relação a Ele.
No final do primeiro capítulo do Tanya, o Alter Rebbe explica que a impureza, klipá, está ligada aos quatro elementos da natureza: fogo, água, ar, e terra. O fogo representa raiva, e também arrogância (formiga). A água representa os prazeres físicos (cobra). O ar representa a indiferença e a ironia (escorpião). A terra representa a tristeza e a preguiça (a lesma). Depois das primeiras quatro semanas ligadas ao mês de Elul, temos a oportunidade de nos arrepender pelas más ações ligadas a todos estes elementos.
Nesta semana, conectada a sefirá chochmá, o grande “presente” de autoaprimoramento aprendido com a formiga é que não há limites para aproximação com D’us. Como ela, podemos ser exemplos edificantes para pessoas que ainda não atingiram níveis mais elevados de judaísmo.



[1] Hayom Yom, 17 de Av, p. 79a
[2] Talmud Yerushalmi, Chagigá 77B
[3]  Marcus, p. 151

Thursday, January 8, 2009

Semana 51: Compreender Que Somos Todos Uma Só Alma

Semana 51: Compreender Que Somos Todos Uma Só Alma

E na  quinquagésima primeira semana, ainda no mês de Elul, é a ratazana (chuldá) quem clama para que todos os seres vivos louvem ao Eterno: Haleluiá!! (Salmo 150:6). Esta é uma referência ao poder de arrependimento ligado ao mês de Elul. Outrossim, é notório que na era messiânica todos os seres, mesmo os mais baixos, irão abertamente louvar a D’us. Interessante notar que, em certos anos, parte da semana cinquenta e um  também coincide com a semana de Rosh HaShaná, semana um, do próximo ano. Rosh Hashaná está conectado com o conceito de todo ser vivo louvar a D’us.
Chuldá é o nome de uma das sete mulheres profetizas mencionadas no Tanach. Ela foi a última a profetizar antes do exílio Babilônico, sobre a queda da dinastia do Rei David. A dinastia havia sido extremamente corrompida, e a profecia de Chuldá é muito forte e incriminadora. A origem etimológica da palvara chuldá vem de chaled, cuja expressão em hebraico significa terra decadente.
A ratazana representa corrupção e decadência, tanto na civilização, como na natureza. O que é tão bonito no canto da ratazana é a descrição da redenção e como se redimir deste estado decadente. Como explicado na semana sete, Noé se isolou dos demais e não rezou por eles. Por este motivo, foi parcialmente tido como culpado pelo Dilúvio por D’us. Antes o mundo foi destruido como uma só entidade,mas no futuro cantaremos todos juntos, nos responsabilizando uns pelos outros, e louvando a D’us de forma unida.
No cântico da ratazana, a palavra para ser vivo é neshamá, que literalmente significa alma. Neste verso, a palavra está no singular, quando em hebraico seria mais apropriado dizê-la na forma plural. A explicação para isto é simples: todos nós somos no fundo uma única alma, parte e fragmento de D’us. O cântico da ratazana pode ser interpretado como o louvor a D’us por parte de todos os seres em unicidade, sem exceção.
No Pirkê Avot desta semana Rabi Yossi benYehudá, proveniente da Babilônia, dizia que quem aprender a Lei Divina com homens novos é como se comesse uvas verdes e bebesse vinho saído do lagar; porém os que aprendem com mestres idosos, é como se comessem uvas maduras e bebessem vinho velho (Cap. IV:20).
A afirmativa de Rabi Yossi compara o aprendizado das idéias extraídas da Torá com o vinho. Este cotejo está relacionado com a sefirá de biná, a sefirá intelectual desta semana. Depois de “acesa a lâmpada” da chochmá da semana anterior, o conceito é digerido intelectualmente, até ser devidamente absorvido, como na fermentação do vinho.
Como mencionado, esta semana está conectada à “Shavuot”. O “presente” de autoaprimoramento que aprendemos com a ratazana é o de que qualquer pessoa pode se conectar diretamente com D’us. Isto ocorre de forma natural, sem necessidade de intermediários; assim como a própria respiração. 

Monday, January 5, 2009

Semana 52: Coroar D’us como Nosso Rei

Semana 52: Coroar D’us como Nosso Rei

Finalmente, chegamos à última semana, quinquagésima segunda, quando os cachorros clamam a todos para que adorem e prostem-se em reverência ao Eterno Criador (Salmo 95:6). Esta semana coincide com o periodo de Rosh Hashaná do ano seguinte. Note-se que o número cinquenta e dois tem a guematria da palavra cachorro em hebraico.
O canto dos cachorros é uma referência ao objetivo principal de Rosh Hashaná: coroação de D’us, nosso Criador, como Rei do Universo. Rosh Hashaná e Yom Kippur são as únicas épocas do ano em que os judeus literalmente se ajoelham e se prostram diante de D’us. De fato, se prostrar é um sinal de submeter nosso intelecto, já que a cabeça vai ao chão. O cachorro, kelev em hebraico, tem esta característica, pois seu nome significa “kulo lev, “todo coração.” Seu coração domina totalmente seu raciocínio. Existe um conceito básico no chassidismo, que o intelecto sempre domina o coração. Contudo, quando se está diante de D’us, entendemos que o intelecto é nada comparado a Ele.
Na cabalá, o cachorro representa o conceito de impureza. O cachorro é só coração, e normalmente atos impuros têm uma ligação com o lado emocional. A conclusão do Perek Shirá contém uma explicação dada por um anjo ao Rabino Yeshaya, aluno do Rabino Chanina Ben Dosa, do motivo da inclusão do cachorro neste livro. O anjo explica que os cachorros se comportaram bem durante a saída dos judeus do Egito, se mantendo calados, sem latir. Assim como na redenção do Egito, com a chegada de Mashiach, toda impureza será nulificada e elevada para o cumprimento de Torá e mitzvot. Já vemos parte disto nos tempos atuais, onde o cachorro não é mais conhecido por sua impureza, mais sim como o “melhor amigo do homem”, fiel e leal. A propósito, a chegada de Mashiach será anunciada por Eliyahu, cuja guematria de seu nome equivale ao número cinquenta e dois.
            Nesta semana no Pirkê Avot Rabi Elazar HaCapar ensina que a inveja, tentação, e a busca de honrarias arrebatam o homem do mundo (Cap. IV:21). Rabi Elazar também captou a idéia ligada ao cachorro de aprendermos a controlar emoções negativas. Estes sentimentos passam a ser irracionais quando entendemos que é D’us quem controla o mundo e tudo que Ele faz e comanda é para nosso próprio bem.
Rabi Elazar HaCapar: “aqueles que nascem estão destinados a morrer; aqueles que estão mortos estão destinados a voltar a viver; e aqueles que vivem estão destinados a ser julgados. Saiba, faça conhecer, e tome consciência de que Ele é D’us, Ele é o Modelador, Ele é o Criador, Ele é o Discernidor, Ele é o Juiz, Ele é o Testemunha, Ele é o Litigante, Ele no futuro julgará. Bendito seja Ele, diante de quem não há iniquidade, nem esquecimento, nem parcialidade, nem suborno; e saiba que tudo se faz segundo o cálculo. Que tua má inclinação não te assegure que a tumba será um lugar de refúgio para ti, pois contra tua vontade foste criado, contra tua vontade foste feito nascer, contra tua vontade vives, contra tua vontade morrerás, e contra tua vontade estás destinado a prestar contas perante o supremo Rei dos reis, o Santo, Bendito seja” (Cap. IV:22).
Esta segunda parte é uma descrição perfeita do que é Rosh Hashaná. Com estas palavras, começamos novamente o ciclo do ano e da vida.
As palavras de Rabi Elazar HaCapar estão conectadas com julgamento e da’at, a sefirá desta última semana. Da’at é a aplicação do conhecimento a realidade dos eventos diários. Vejam como a palavra da’at aparece repetidamente neste verso: “saiba, faça conhecer e tome consciência” em hebraico é leidah, lehodiah, le'ivadah, todos verbos que tem da'at na sua raiz etimológica.
A sefirá de da’at também é conhecida como keter, coroa. Na semana de Rosh Hashaná, coroamos D’us como nosso Rei. Temos que entender que nada somos comparados a Ele. Somente Ele decide, julga e cria. Ele D’us é o Rei dos Reis, Abençoado e Único.
Como mencionado, esta semana continua conectada a “Shavuot”. Devemos nos inspirar na lição dos cachorros e aproximar aqueles afastados, para que se dirijam de corpo e alma e louvem ao Criador.


Saturday, January 3, 2009

CONCLUSÃO


CONCLUSÃO

Este guia mostra a conexão entre os dias da contagem do ômer e as semanas do ano. Através dos prismas do Perek Shirá, Pirkê Avot e das sefirot, ele ensina como embarcar nessa jornada de autoanálise e desenvolvimento. Como metas, uma vida mais feliz, harmônica, de constante reconhecimento, gratidão e louvor a D’us, em consonância com o tempo.

Rabi Akiva é  quem melhor representa cada um dos prismas e metas mencionados. Em primeiro lugar, é o rabino mais afetado pela contagem do ômer, pois foi nesse período que seus 24,000 alunos faleceram.

A conexão do Rabi Akiva com o Pirkê Avot é fortíssima. Mesmo depois da perda de seus alunos, não desistiu e formou mais cinco discípulos.[1] Os ensinamentos do Rabi Akiva e desses alunos formam grande parte da tradição judaica, inclusive do Pirkê Avot.

A ligação de Rabi Akiva com as sefirot e a cabalá é bastante clara. Foi o único do grupo de quatro colegas que “mergulhou” espiritualmente no Pardes e sobreviveu com seu intelecto intacto.[2] Pardes significa o “pomar” dos quatro níveis de interpretação da Torá, sendo o mais elevado, a cabalá. Rabi Akiva ensina no Pirkê Avot : “Querido é o ser humano, pois foi criado à imagem [de D’us]; é um carinho ainda maior fazê-lo ciente de que foi criado à imagem [de D’us].”  Como explicado, o entendimento das sefirot é baseado neste conceito.

É impressionante notar que vários dos ensinamentos e histórias de Rabi Akiva incluem animais e refletem as canções encontradas no Perek Shirá. Existe uma clássica narrativa do Talmud ilustrando a afirmativa de que tudo que D’us faz é para o bem. Ela conecta Rabi Akiva com o galo, o burro, o gato, e o leão.

Rabi Akiva estava viajando quando chegou em uma certa cidade. Tendo lhe sido recusada acomodação, retrucou com a célebre frase: “Tudo que D’us faz é para o bem”, e foi passar a noite no campo. Levava consigo um galo, um burro e uma lâmpada. O vento veio e apagou a lâmpada, um gato veio e comeu o galo, e um leão veio e comeu o burro!! Contudo, diante de todos estes obstáculos, Rabi Akiva continuou dizendo que tudo que D’us faz é para o bem. Naquela noite, um exército inimigo invadiu e tomou todos os habitantes da cidade cativos.  Disse então para seus discípulos: “Não expliquei a vocês que tudo que D’us faz é para o bem? Pois, se o vento não tivesse apagado a lâmpada, se o burro tivesse rangido ou o galo cantado, os inimigos teriam me capturado!”[3]

Quando o governo romano proibiu o estudo da Torá, cuja punição era a pena de morte, ainda assim, Rabi Akiva continuou a estudá-la e ensiná-la. Quando indagado se temia o decreto romano, contou a seguinte parábola: a raposa (animal no Perek Shirá que representa a destruição do Templo) estava andando no córrego quando avistou um ajuntamento de peixes (animais no Perek Shirá que representam a habilidade de superar preocupações mundanas). A raposa perguntou aos peixes porque estavam ali aglomerados, ao que responderam que estavam escondidos dos pescadores. A raposa então sugeriu aos peixes que fossem para a terra seca e se juntassem a  ela. Daí, os peixes contestaram afirmando que se não estavam seguros n’água, seu habitat natural, fora d’água seria ainda muito mais perigoso![4]

Apesar de só fazer teshuvá (retornar a D’us) e começar seus estudos aos quarenta anos, Rabi Akiva se transformou em um dos maiores sábios de todos os tempos. Ao ser extremamente torturado, morreu como mártir, louvando e glorificando a D’us, com as palavras do Shemá Israel em sua boca.

Fica o exemplo edificante de Rabi Akiva a ser seguido durante a nossa jornada anual. Ao aperfeiçoar a imagem divina refletida nas sefirot, e aprender através dos sábios e até dos animais,  encontraremos afinal o nosso canto. O canto da alma, do Povo de Israel, da humanidade, e da natureza.[5]

Após a jornada, quando despertarmos em Rosh Hashaná no próximo ano, escutaremos o toque do shofar de forma mais íntima e consciente. Se D’us quiser, em mérito deste esforço, brevemente iremos escutar o toque do shofar feito pelo profeta Eliyahu. Este toque anunciará, finalmente, a chegada de Mashiach, que nos ensinará a cantar com união, de forma ainda mais elevada, com muita saúde, felicidade e paz.











[1] Talmud, Yevamot 62b. Rabbi Shimon Bar Yochai, cujo yahrzeit ocorre em Lag Ba’õmer, Rabbi Meir Ba’al HaNess e Rabbi Yehuda Bar Ilay, cujos yahrzeits ocorrem em Pessach Sheini, foram três destes cinco discípulos.
[2] Talmud, Chagigá 14b
[3] Talmud, Berachot 60b
[4] Talmud, Berachot 61b
[5] Existem textos e conceitos sagrados adicionais que também podem ser compreendidos através do calendário judaico, revelando a energia espiritual de cada semana sobre outros prismas. Com a ajuda de D’us, estes textos serão explorados nos próximos livros desta série.


Friday, January 2, 2009

Apêndice

Apêndice

O Perek Shirá está conectado com a duração do dia, do despertar ao adormecer. Se dividirmos um dia típico de inverno em Israel em cinquenta e duas partes, cada um dos animais listados no Perek Shirá canta por aproximadamente vinte  minutos. Assim, o dia começa com o canto do galo ao amanhecer, o burro “canta” ao pôr do sol, e os cachorros à meia noite.          
O galo é claramente ligado ao tempo em vários lugares da Torá. É ele quem anuncia o sol nascente, como dizemos todos os dias nas bençãos da manhã: "Bendito Seja Você D’us... que dá ao galo o entendimento para discernir entre o dia e a noite".   

Outrossim, cada tipo de animal está ligado aos horários para as diferentes rezas do dia. As aves cantam do amanhecer (primeiro para a reza da manhã) até o meio dia (último horário). Os insetos e os animais marinhos “cantam” da Minchá Gedolá (primeiro horário para a reza da tarde) até antes da Minchá Ketaná (segundo horário para reza da tarde). Os animais da fazenda cantam de Minchá Ketaná até o anoitecer (último horário para reza da tarde). Os animais selvagens, caseiros e os animais restantes cantam do anoitecer (primeiro horário para reza da noite) até meia noite (último horário, veja a Tabela I  para mais detalhes sobre os horários ligados a cada tipo de animal).

            Também é incrível pensar como o dia reflete o ano. Acordamos com o canto do galo, como o shofar em Rosh HaShaná, reconhecendo D’us como Rei, logo na primeria reza do dia, Modeh Ani. Nas rezas matutinas, reconhecemos todas as bençãos materiais e espirituais que D’us dá, desde o próprio canto do galo, até roupas e oportunidades de cumprir mitsvot.

            A seguir, vem a reza da manhã, que normalmente se faz ainda de jejum, como em Yom Kippur. Alguns têm o costume de comer um pouco antes da reza para concentrar-se melhor, assim como é uma mitsvá comer bem nas vésperas de Yom Kippur. Como neste dia sagrado, na reza da manhã nos concentramos puramente no nosso lado espiritual. Depois, vem o estudo da Torá e tomamos café-da-manhã cheios de alegria, como em Sucot. Logo, começamos o dia trazendo a alegria de estarmos conectados com a Torá, disponível a todos, como em Shemini Atseret e Simchat Torá.

            Depois de completo o trabalho espiritual matinal, começamos o trabalho físico de elevar o mundo, como no mês de Cheshvan. Ao cuidar dos afazeres mundanos, tendemos a esquecer da santidade com qual começamos o dia. Nestas horas é preciso ter guevurá, como em Hanuká. Os paralelos entre o ano e o dia continuam até o anoitecer. Antes de dormir, fazemos uma avaliação espiritual do dia, nos preparando para o dia seguinte, tal qual no mês de Elul.

Thursday, January 1, 2009

Tabelas


Tabela I

No
Data judaica da semana
Data do ômer e hora do dia

Animal do Perek Shirá
Rabino do Pirkê Avot e seu ensinamento
Sefirot
1
Rosh Hashaná
Pessach
Netz Hachamá (amanhecer)
Galo, (Introdução e 7 versos) (primeira ave)
Introdução e 14 rabinos (7 pares) – adquirir um mestre
Chesed shebeChesed
2
Yom Kippur
Chol haMoed
Galinha
Shimon, filho de Raban Gamliel – silêncio do corpo
Guevurá shebeChesed
3
Sucot
Chol haMoed
Pombo
Raban Shimon ben Gamliel – a justiça, a verdade e a paz
Tiferet shebeChesed
4
Shemini Atseret
Chol haMoed
Águia
Rabi Yehudá HaNassí – um Olho que vê, um Ouvido que escuta, e todos seus atos estão registrados em um Livro.
Netzach shebeChesed
5
Rosh Chodesh Cheshvan
Chol haMoed
Garça
Raban Gamliel, filho do Rabi Yehudá Ha-Nassí - combine o estudo da Torá com trabalho.
Hod shebeChesed
6
1ª. semana de Cheshvan
(3o Templo)
Chol haMoed
Pássaro canoro
Raban Yochanán ben Zacai – aquele indivíduo que aprendeu muita Torá não deve pretender reconhecimento especial
Yesod shebeChesed
7
2a. semana de Cheshvan
(3o Templo)
Sétimo dia de Pessach
Andorinha
Rabi Eliezer – a honra de teu próximo seja tão preciosa para ti como se fosse tua própria honra, e não te irrites com facilidade
Malchut shebeChesed
8
3a. semana de Cheshvan
(3o Templo)
Último dia de Pessach
Pássaro veloz
Rabi Yehoshúa – O olho mau, a má inclinação e o ódio ao próximo arrebatam o homem do mundo
Chesed shebeGuevurá
9
4a. semana de Chesvan ou Rosh Chodesh Kislev
Isru Chag
Ultimo horário para o Shemá
 Petrel
Rabi Yossi – Que o dinheiro do teu próximo seja tão precioso para ti como se fosse o teu próprio.
Guevurá shebeGuevurá
10
Rosh Chodesh Kislev ou 1a. semana

Morcego
Rabi Shimon – Seja cuidadoso na leitura do Shemá e no Shmoneh Esreh. Quando orar, não faça da tua prece um ato rotineiro     
Tiferet shebeGuevurá
11
Yud Kislev
Erev Yom HaShoá
Ultimo horário correto para o Shmoneh Esreh
Cegonha
Rabi Elazar – aprenda a combater os epicuristas (heréticos), a seja ávido no aprendizado da Torá

Netzach shebeGuevurá
12
Yud Tet Kislev
Yom HaShoá
Corvo
Rabi Tarfón – o dia é curto, muito é o trabalho, os trabalhadores são preguiçosos, a recompensa é grande, e o Dono insiste
Hod shebeGuevurá
13
Hanuká

Pássaro starling soberbo
Akaviá ben Mahalalel – saiba de onde vieste, para onde vais, e perante quem, no futuro haverás de prestar juizo e contas.
Yesod shebeGuevurá
14
Hanuká/Rosh Chodesh Tevet
Erev Rosh Chodesh Iyar
Ganso doméstico
Rabi Chaniná, suplente do Kohen Gadol – Reze pelo bem-estar do governo, pois se não fosse pelo temor a este...
Malchut shebeGuevurá
15
10 de Tevet
Rosh Chodesh Iyar
 Ganso selvagem
Rabi Chaniná ben Teradion – Se duas [pessoas] estão sentadas juntas e não trocam entre si palavras de Torá...
Chesed shebeTiferet
16
3ª. semana de Tevet
Rosh Chodesh Iyar
Patos
Rabi Shimon – Três [pessoas] que comeram na mesma mesa e não falaram palavras de Torá...
Guevurá shebeTiferet
17
4a. semana de Tevet
Chatzot (meio dia - ultimo horário para reza da manhã
Abelharuco
(última ave)
Rabi Chaniná ben Chachinai – Quem fica acordado à noite ou fica andando pelo caminho, e volta seu coração à ociosidade...
Tiferet shebeTiferet
18
Rosh Chodesh Shvat
Minchá Gedolá (horário mais cedo para Minchá)
Gafanhoto (primeiro inseto)
Rabi Nechuniá – todo aquele que assume sobre si o jugo da Torá lhe são retirados o jugo...
Netzach shebeTiferet
19
Yud Shvat
Dia da Lembrança
Gafanhoto voraz
Rabi Chalaftá – dez homens reunidos e ocupados no estudo da Lei Divina...
Hod shebeTiferet
20
Tu B'Shvat
Yom Ha’Atsmaút
Aranha
Rabi Elazar de Bartota – dá a Ele do que é Seu, pois tu e tudo que é teu é d’Ele
Yesod shebeTiferet
21
4a. semana de Shvat

Mosca
Rabi Yaacov – todo que anda pelo caminho e estuda Torá, e interrompe seu estudo e observa – quão bela é esta árvore!
Malchut shebeTiferet
22
Rosh Chodesh Adar

Monstros marinhos
Rabi Dostai ben Ianái – aquele que esquece algo de seu estudo da Torá...
Chesed shebeNetzach
23
1ª. semana de Adar

Leviatã
Rabi Chaniná ben Dossá – todo aquele cujo temor ao pecado precede à sua sabedoria, sua sabedoria perdurará...
Guevurá shebeNetzach
24
Purim

Peixes
Rabi Dossá ben Harkinás – sono pela manhã, o vinho ao meio-dia, o tagarelar das crianças, reunião de ignorantes...
Tiferet shebeNetzach
25
3ª. semana de Adar

Sapo

Rabi Elazar, o Modahita – aquele que profana coisas sagradas, degrada as festividades, que humilha publicamente..
Netzach shebeNetzach
26
Rosh Chodesh Nissan
Minchá Ketaná
Ovelha (primeiro animal da fazenda)
Rabino Yishmael – devemos nos submeter à cabeça, cortês com uma pessoa mais jovem e receber a todos com alegria
Hod shebeNetzach
27
1a. semana de Nissan

Vaca
Rabi Akiva – riso e a frivolidade acostumam o homem à luxúria... tudo está preparado para o banquete.
Yesod shebeNetzach
28
1o. dia de Pessach
Erev Pessach Sheni
Porco/ Coelho
Rabi Elazar ben Azariá – sem Torá não há conduta social adequada... Se não há farinha, não há Torá...
Malchut shebeNetzach
29
Pessach
Pessach Sheni
Plag Haminchá
Animal de carga
(primeiro animal de carga)
Rabi Elazar ben Hismá – leis relativas aos Quinin e à Nidá são leis essenciais...
Chesed shebeHod
30
4a. semana de Nissan

Camelo
Ben Zomá – Quem é sábio? Aquele que aprende de cada pessoa
Guevurá shebeHod
31
Rosh Chodesh Iyar/ Dia da Lembrança/ Yom Ha’Atsmaút
Acendimento de vela
Cavalo
Ben Azai – sejemos rápido para executar uma mitsvá, e fujamos da transgressão. Pois, uma mitsvá atrai outra...
Tiferet shebeHod
32
2a. semana de Iyar

Mula
Rabi Levitas de Yavne – sejamos de espírito sumamente humilde, pois o homem mortal só pode esperar vermes...
Netzach shebeHod
33
Pessach Sheini/ Lag Ba'Ômer
Lag Ba'Ômer
Shkiá (pôr do sol)
Burro
Rabi Yochanán ben Berocá – quem profana o Nome Celestial em segredo, será castigado em público...
Hod shebeHod
34
4a. semana de Iyar
Tzeit Hakochovim (anoitecer)
Boi (último animal de carga e da fazenda)
Rabi Yishmael ben Rabi Iossé – quem estuda a Torá para ensinar, a ele é dada a oportunidade de estudar, ensinar; e quem estuda para praticar..
Yesod shebeHod
35
Rosh Chodesh Sivan/ Yom Yerushalayim

Animais selvagens
Rabi Tsadoc – não façe da Torá uma coroa para engrandecer... não se separe da comunidade...
Malchut shebeHod
36
Shavuot

Gazela
Rabi Iossé – aquele que honrar a Torá será respeitado pelos homens, e quem a profanar...
Chesed shebeYesod
37
3a. semana de Sivan

Elefante
Rabi Yishmael – aquele que se abstém de ditar sentenças jurídicas remove de si a inimizade, o roubo...
Guevurá shebeYesod
38
4a. semana de Sivan

Leão
Rabi Ionatán – quem cumpre a Torá na pobreza, cumpri-la-á na riqueza...
Tiferet shebeYesod
39
Rosh Chodesh Tamuz

Urso
Rabi Meir – devemos minimizar as atividades comerciais para podermos nos ocupar da Torá...
Netzach shebeYesod
40
2a. semana de Tamuz

Lobo
Rabi Eliezer – quem cumpre uma mitsvá adquire para si um defensor...
Hod shebeYesod
41
12,13 de Tamuz/ 17 de Tamuz

 Raposa
Rabi Yochanán, fabricante de sandálias – toda a assembléia que for por amor aos Céus...
Yesod
shebeYesod
42
4a. semana de Tamuz
Erev Yom Yerushalayim
Cão de caça
Rabi Eliezer, ben Shamúa – a honra do discípulo deve ser tão querida quanto a própria honra de cada um; que a honra de teu colega deve ser tão sagrada como a do mestre
Malchut shebeYesod
43
Rosh Chodesh Av
Yom Yerushalayim
Gato
Rabi Yehudá – sejamos cautelosos em nosso estudo, pois um erro inadvertido no estudo se considera uma transgressão...
Chesed shebeMalchut
44
Tisha B'Av
Erev Rosh Chodesh Sivan
Término da 1a. guarda da noite
Camundongo
(ultimo animal caseiro)
Rabi Nehorái – se exile para um lugar de Torá, não se fie só na inteligência.
Guevurá shebeMalchut
45
Tu B'Av
Rosh Chodesh Sivan
Criaturas rastejantes
Rabi Yanái – não nos é dado compreender nem a serenidade do malvado nem as tribulações do justo...
Tiferet shebeMalchut
46
3ª. semana de Av

Prolíficas criaturas rastejantes
Rabi Matiá ben Charash – seja o primeiro a saudar a quem encontras, e é melhor ser rabo de leões que cabeça de raposas...
Netzach shebeMalchut
47
Rosh Chodesh Elul
Yemei Hagbalá
Cobra
Rabi Yaacov – este mundo é como uma antecâmara do Mundo Vindouro...
Hod shebeMalchut
48
1a. semana de Elul
Yemei Hagbalá
Escorpião
Rabi Shimon ben Elazar – não aplacar nosso próximo no momento de sua ira...
Yesod shebeMalchut
49
2a. semana de Elul
Yemei Hagbalá
Lesma
Shemuel o Pequeno – quando cair o inimigo, não se alegre...
Malchut shebeMalchut
50
Chai Elul
Shavuot
Formiga
Elishá ben Avuiá - quem aprender a Lei Divina na juventude, a que se parece? A tinta escrita em papel novo...
Shavuot - Chochmá
51
4a. semana de Elul/Slichot
Shavuot
Ratazana
Rabi Yossi ben Yehudá proveniente da Babilônia – quem aprender a Lei Divina com homens novos...
Shavuot – Biná
52
Slichot/Rosh Hashaná
Isru Chag/Pessach Chatzot (meia noite)
Cachorros
(último animal)
Rabi Elazar HaCapar – a inveja, o desejo e a busca de honrarias arrebatam o homem do mundo... aqueles que nascem...
Shavuot – Da’at/Keter


Tabela II: Datas para as Semanas do “Ômer Anual” (5772 – 5780)
A partir de Adar (ou Adar II em caso de ano bissexto) as datas de todos os anos são iguais


5772
5773
5774
5775
5776
5777
5778
5779
5780
Dias da semana
Domingo - Sábado
Quarta – Terça
Quarta – Terça
Domingo – Sábado
Domingo - Sábado
Quarta – Terça
Domingo - Sábado
Domingo - Sábado
Sexta -  Quinta
1
 26 Elul – 3  Tishrei
25 Elul – 2 Tishrei
29 Elul – 6 Tishrei
 26 Elul – 3  Tishrei
29 Elul – 6 Tishrei
25 Elul – 2 Tishrei
 26 Elul – 3  Tishrei
29 Elul – 6 Tishrei
27 Elul – 4 Tishrei
2
4  – 10 Tishrei
3 – 9 Tishrei
7 – 13 Tishrei
4  – 10 Tishrei
7 – 13 Tishrei
3 – 9 Tishrei
4  – 10 Tishrei
7 – 13 Tishrei
5  – 11 Tishrei
3
11  – 17 Tishrei
10 – 16 Tishrei
14 – 20 Tishrei
11 – 17 Tishrei
14 – 20 Tishrei
10 – 16 Tishrei
11 – 17 Tishrei
14 – 20 Tishrei
12 – 18 Tishrei
4
18  – 24 Tishrei
17 – 23 Tishrei
21– 27 Tishrei
18  – 24 Tishrei
21 – 27 Tishrei
17 – 23 Tishrei
18  – 24 Tishrei
21 – 27 Tishrei
19 – 25 Tishrei
5
25 Tishrei – 1 Cheshvan
24 – 30 Tishrei (Rosh Chodesh Cheshvan)
28 Tishrei – 4 Cheshvan
25 Tishrei – 1 Cheshvan
28 Tishrei – 4 Cheshvan
24 – 30 Tishrei (Rosh Chodesh Cheshvan)
25 Tishrei – 1 Cheshvan
28 Tishrei – 4 Cheshvan
26 Tishrei – 2 Cheshvan
6
2  – 8 Cheshvan
1  – 7 Cheshvan
5  – 11 Cheshvan
2  – 8 Cheshvan
5  – 11 Cheshvan
1  – 7 Cheshvan
2  – 8 Cheshvan
5  – 11 Cheshvan
3  – 9 Cheshvan
7
9– 15 Cheshvan
8  – 14 Cheshvan
12  – 18 Cheshvan
9 – 15 Cheshvan
12  – 18 Cheshvan
8  – 14 Cheshvan
9 – 15 Cheshvan
12  – 18 Cheshvan
10 – 16 Cheshvan
8
16– 22 Cheshvan
15  – 21 Cheshvan
19  – 25 Cheshvan
16– 22 Cheshvan
19  – 25 Cheshvan
15  – 21 Cheshvan
16  – 22 Cheshvan
19  – 25 Cheshvan
17  – 23 Cheshvan
9
23  – 29 Cheshvan
22  – 28 Cheshvan
26 Cheshvan –2 Kislev
23  – 29 Cheshvan
26 Cheshvan –2 Kislev
22  – 28 Cheshvan
23  – 29 Cheshvan
26 Cheshvan –2 Kislev
24 - 30 Cheshvan (Rosh Chodesh  Kislev)
10
1 – 7 Kislev
29  Cheshvan – 6 Kislev
3– 9 Kislev
1  – 7 Kislev
3 – 9 Kislev
29  Cheshvan – 6 Kislev
1 – 7 Kislev
3 – 9 Kislev
1 – 7 Kislev
11
8 – 14 Kislev
7– 13 Kislev
10  – 16 Kislev
8   – 14 Kislev
10   – 16 Kislev
7   – 13 Kislev
8   – 14 Kislev
10   – 16 Kislev
8   – 14 Kislev
12
15   – 21 Kislev
14   – 20 Kislev
17   – 23 Kislev
15   – 21 Kislev
17   – 23 Kislev
14   – 20 Kislev
15   – 21 Kislev
17   – 23 Kislev
15   – 21 Kislev
13
22   – 28 Kislev
21   – 27 Kislev
24     30 Kislev (Rosh Chodesh Tevet)
22   – 28 Kislev
24     30 Kislev (Rosh Chodesh Tevet)
21   – 27 Kislev
22   – 28 Kislev
24     30 Kislev (Rosh Chodesh Tevet)
22   – 28 Kislev
14
29 Kislev – 5 Tevet
28 Kislev – 5 Tevet
1 Tevet – 7 Tevet
29 Kislev – 5 Tevet
1 Tevet – 7 Tevet
28 Kislev – 5 Tevet
29 Kislev – 5 Tevet
1 Tevet – 7 Tevet
29 Kislev – 5 Tevet
15
6   – 12 Tevet
6   – 12 Tevet
8   – 14 Tevet
6   – 12 Tevet
8   – 14 Tevet
6   – 12 Tevet
6   – 12 Tevet
8   – 14 Tevet
6   – 12 Tevet
16
13   – 19 Tevet
13   – 19 Tevet
15   – 21Tevet
13   – 19 Tevet
15   – 21 Tevet
13   – 19 Tevet
13   – 19 Tevet
15   – 21 Tevet
13   – 19 Tevet
17
20   – 26 Tevet
20   – 26 Tevet
22   – 28 Tevet
20   – 26 Tevet
22   – 28 Tevet
20   – 26 Tevet
20   – 26 Tevet
22   – 28 Tevet
20   – 26 Tevet
18
27 Tevet – 4 Shevat
27 Tevet – 4 Shevat
29 Tevet – 6 Shevat
27 Tevet – 4 Shevat
29 Tevet – 6 Shevat
27 Tevet – 4 Shevat
27 Tevet – 4 Shevat
29 Tevet – 6 Shevat
27 Tevet – 4 Shevat
19
5 Shevat - 11 Shevat
5 Shevat - 11 Shevat
7 Shevat - 13 Shevat
5 Shevat - 11 Shevat
7 Shevat - 13 Shevat
5 Shevat - 11 Shevat
5 Shevat - 11 Shevat
7 Shevat - 13 Shevat
5 Shevat - 11 Shevat
20
12 - 18 Shevat
12   - 18 Shevat
14   - 20 Shevat
12   - 18 Shevat
14   - 20 Shevat
12   - 18 Shevat
12   - 18 Shevat
14   - 20 Shevat
12   - 18 Shevat
21
19   - 25 Shevat
19   - 25 Shevat
21   - 27 Shevat
19   - 25 Shevat
21   - 27 Shevat
19   - 25 Shevat
19   - 25 Shevat
21   - 27 Shevat
19   - 25 Shevat
22
26 Shevat - 2 Adar
26 Shevat - 2 Adar
28 Shevat – 4 Adar I
26 Shevat - 2 Adar
28 Shevat – 4 Adar I
26 Shevat - 2 Adar
26 Shevat - 2 Adar
28 Shevat – 4 Adar I
26 Shevat - 2 Adar
(23)


5 - 11 Adar I    

5 – 11 Adar I 


5 - 11 Adar I 

(24)


12 - 18  Adar I 

12 - 18 Adar I 


12 - 18  Adar I 

(25)


19 - 25  Adar I 

19 - 25 Adar I 


19 - 25  Adar I 

(22)


26 Adar I – 2 Adar II

26 Adar I – 2 AdarII


26 Adar I – 2 Adar II

23
3  - 9 Adar (II)
24
10 -16 Adar (II)
25
17 - 23 Adar (II)
26
24 Adar (II) -1 Nissan
27
2 - 8 Nissan
28
9 -15 Nissan
29
16 - 22 Nissan
30
23 - 29 Nissan
31
30 Nissan (Rosh Chodesh Iyar) – 6 Iyar
32
7 – 13 Iyar
33
14 – 20 Iyar
34
21 – 27 Iyar
35
28 Iyar – 5 Sivan
36
6  – 12 Sivan
37
13  – 19 Sivan
38
20  – 26 Sivan
39
27 Sivan – 3 Tamuz
40
4  - 10 Tamuz
41
11 - 17 Tamuz
42
18 - 24 Tamuz
43
25 Tamuz - 2 Av
44
3 Av – 9 Av
45
10 - 16 Av
46
17 – 23 Av
47
24 – 30 Av (Rosh Chodesh Elul)
48
1 – 7 Elul
49
8  – 14 Elul
50
15 – 21 Elul
51
22 – 28 Elul
52
29 Elul – 6 Tishrei


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