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Sunday, December 20, 2009

Semana 1: Levantar a Cabeça, Escolher um Mestre e Reconhecer a Unicidade de D’us


Semana 1: Levantar a Cabeça, Escolher um Mestre e Reconhecer a Unicidade de D’us

O mês de Tishrei, representado pela tribo de Efraim, é praticamente todo dedicado à espiritualidade – repleto de festas judaicas cobertas de alegria, do começo ao fim. Efraim, filho de José, passou a vida estudando Torá com seu avô, Jacob, e teve uma vida profundamente espiritual.
Na primeira semana do calendário judaico, a festividade celebrada que marca o começo do ano é Rosh Hashaná, cabeça do ano. Nesta semana, o primeiro animal do Perek Shirá é o galo que canta um verso introdutório, seguido  exatamente de outros sete cantos,, um  para cada dia da semana. Paralelamente, em Rosh Hashaná, o Povo Judeu escuta o canto de despertar espiritual do toque do shofar. Existe um paralelo entre os oito cantos do galo e as oito vezes em que se toca o shofar em Rosh Hashaná. O shofar é tocado 100 vezes, tal qual os cantos do galo, que tem 100 palavras.
O galo, animal majestoso que encabeça a listagem dos animais no Perek Shirá, representa a idéia do reinado de D’us. É exatamente em Rosh Hashaná que o Povo de Israel reconhece D’us como Rei.
            No Pirkê Avot, os quatorze primeiros autores dos ditos do Capítulo I repetem a idéia de obter e seguir a orientação de um único mestre. Para crescermos espiritualmente, é importante a escolha de um guia que nos conheça, para dar orientação e responder perguntas e que seja objetivo sobre o que é necessário para obtermos  autoaperfeiçoamento.
Esses versos contém uma introdução seguida de sete pares de rabinos, paralelos ao canto do galo, que contêm uma introdução e sete versos. Estas lições estão todas conectadas a Rosh Hashaná.
A primeira semana do ano está associada a combinação de sefirot que resulta em chesed shebechesed. Chesed significa bondade, e em Rosh Hashaná sentimos que D’us atende abundantemente aos pedidos e súplicas de Seus filhos. O Ba’al Shem Tov explica que o toque do shofar é como o grito de um príncipe que passou anos fora de casa e esqueceu sua própria língua materna. Ao ver à distância seu pai, o Rei, grita por reconhecimento.
O galo também nos ensina uma importante lição. No seu cântico do Perek Shirá, ele aconselha o indivíduo a não continuar dormindo, levantar a cabeça e seguir em frente. E levantar da cama não é o primeiro conselho que se pode dar a uma pessoa que está melancólica ou deprimida?[1] O ato de levantar é um grande milagre e o primeiro passo para enfrentarmos com fé as alegrias, como também as vicissitudes de um novo dia.


[1] Este ensinamento não tem a pretensão nem a ousadia de substituir um medicamento prescrito a uma pessoa clinicamente deprimida. O objetivo dessa lição é o de apontar como o ser humano pode se inspirar na conduta do galo, que levanta cedo para um novo dia, sem auxílio de qualquer eletrônico.

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