Tonight in the Weekly Cycle



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Sunday, January 25, 2009

Semana 48: Combater a Frieza com Calor Humano


Semana 48: Combater a Frieza com Calor Humano

Na  quadragésima oitava semana, que inclui o segundo dia de Rosh Chodesh Elul, no Perek Shirá o escorpião declara como D’us é bom para com todos e manifesta sua misericórdia a todos os Seus feitos (Salmo 145:9). O escorpião carrega uma  grande carga de transgressão e pecado, e por isso agradece a D’us que até dele tem piedade.
É sabido que espiritualmente o veneno do escorpião é considerado pior ainda do que o da cobra. O veneno da cobra é quente, representando paixão, mas o veneno do escorpião é frio, simbolizando a indiferença. É mais fácil utilizar a paixão para o bem, do que “redirecionar” o sentimento de indiferença.  A solução para esta é aquecer a alma através do estudo da Torá.
A profunda lição do Pirkê Avot desta semana está contida no ensinamento do Rabi Shimon ben Elazar que dizia para que não aplaquemos nosso próximo no momento de sua ira; não o consolemos enquanto o morto jaz diante dele; não lhe perguntemos ( os detalhes) de sua promessa no momento em que a formula; e tratemos de não vê-lo no momento de sua degradação (Cap. IV:18). Esta lição do Rabi Shimon é inversa ao cântico do escorpião pois descreve situações nas quais uma pessoa está afetada e “esquentada” pelas suas emoções e  a vontade de ajudá-la pode produzir efeito negativo. Nas situações descritas pelo Rabi Shimon, temos que- friamente- usar nosso intelecto e nos distanciar daquela situação momentaneamente. Neste sentido, as qualidades frias do escorpião podem ser utilizadas para o bem.
Nesta semana a combinação das sefirot resulta em yesod shebemalchut, pois temos que intensificar nossa base judaica para retornamos a D’us e aumentar a realeza e a glória de D’us neste mundo.
Finalmente, a lição de autoaprimoramento que aprendemos com o escorpião é a de que temos a possibilidade e obrigação de ajudar aqueles indivíduos que estão distanciados da Torá e mostrá-los o calor humano e as belezas da sabedoria judaica.

Sunday, January 18, 2009

Semana 49: Trazer Mais Luz Para Dissipar Completamente a Escuridão

Semana 49: Trazer Mais Luz Para Dissipar Completamente a Escuridão

E na  quadragésima nona semana no Perek Shirá, a lesma declara que os inimigos de D’us derreterão e não verão a luz do sol (Salmo 58:9). A lesma parece estar em condições ainda piores que a cobra e o escorpião pois ela literalmente está se dissipando. Este verso está ligado ao mês de Elul, no qual através da nossa teshuvá (retorno a D’us), saímos de nossos maus caminhos e depressão, e nos conectamos com a luz de D’us.
O salmo utilizado no cântico da lesma se refere à capacidade de reduzir a má inclinação a nada, como fez o Rei David. E faz muito sentido esta declaração nesta semana, porque é no dia quarenta e nove que se completa a contagem do ômer. Com o final da semana quarenta e nove concluímos o trabalho de autoaprimoramento das sefirot emocionais. Depois de subir degrau por degrau, conseguimos também diminuir a má inclinação dentro de nós.
O Pirkê Avot desta semana está na lição de Shemuel o Pequeno, que ensinava a não nos alegrarmos quando nosso inimigo cai, e e em seu tropeço não podemos permitir que nosso coração se alegre, para que D’us não o veja e Lhe desagrade, e desvie Sua ira dele (para nós) (Cap. IV: 19). O conselho de Shemuel é relativo a como devemos nos portar quando estamos prestes a vencer o nosso maior inimigo – a má inclinação e pecado. Shemuel o Pequeno, era assim chamado por causa de sua grande humildade. Devemos cultivar a humildade especialmente nestes dia de Elul.
Nesta semana a combinação das sefirot resulta em malchut shebemalchut, que representa o comportamento completamente majestoso ainda ligado a esse mundo material.
A lição de aperfeiçoamento que aprendemos da lesma é que devemos levar a luz da Torá a pessoas que se encontram no escuro espiritual.


Sunday, January 11, 2009

Semana 50: Saber Que Não Há Limites Para Crescimento e Aproximação com D’us


Semana 50: Saber Que Não Há Limites Para Crescimento e Aproximação com D’us

As três semanas de 50 a 52 representam “Shavuot,” onde nos é ofertado um nível mais elevado das sefirot intelectuais: chochmá, biná e da’at. Esta primeira semana está ligada a sefirá de chochmá.
Na  quinquagésima semana, que marca Chai Elul, no Perek Shirá é chegada a hora da formiga ensinar ao preguiçoso para aprender de seus caminhos e adquirir sabedoria (Provérbios 6:6). Conforme mencionado durante a décima segunda semana, o Chassidismo acende um fogo interior na pessoa, como se fora um despertar, para que possamos servir a D’us propriamente, como faz a formiga.[1]
Chai Elul é a data do nascimento do Baal Shem Tov e do Alter Rebbe de Lubavitch. Ba’al Shem Tov foi o fundador do Chassidismo, que nos revelou segredos da Torá necessários para servir a D’us em um nível mais elevado. O Alter Rebbe, que se considerava o neto espiritual do Ba’al Shem Tov, deu prosseguimento a essa difusão de conhecimentos, fundando o Chassidismo Chabad. Conforme explicado, Chabad é o acrônimo das palavras chochmá, biná e da’at, respectivamente, sabedoria, compreensão e conhecimento. O objetivo primordial do Chabad é o de trazer luz e calor chassídico ao intelecto, a parte mais fria do ser humano.
A formiga é  um exemplo de animal que  parece não obedecer a parâmetros lógicos. Sua força parece estar acima da compreensão, pois pode carregar objetos dezenas de vezes maiores que seu peso. Na medida em que estamos conectados com D’us, que tudo pode, recebemos força para trilharmos caminhos até então impossíveis. A força de Chai Elul, data ligada a uma nova aproximação com  D’us, e a tantos milagres que aconteceram com o Baal Shem Tov e o Alter Rebbe, também é algo muito acima da nossa compreensão.
No Pirkê Avot, Elishá ben Avuiá dizia que quem aprender a Lei Divina na juventude, a que se parece? A tinta escrita em papel novo. E o que a estuda já velho, a que se assemelha? A tinta escrita em papel que foi apagado (Cap. IV:20). Esta primeira interação com a Torá está ligada à sefirá de chochmá. Chochmá representa este primeiro contato com a sabedoria, quando temos aquela primeira sensação de que “uma lâmpada acendeu” em nossas mentes.
No Talmud, Elishá ben Avuiá é chamado de Acher – “o outro” – pois foi excomungado pelos rabinos da época. Sua atitude perante D’us foi de tal desrespeito, que uma voz celeste declarou que todos devem fazer teshuvá (retornar a D’us), menos Elishá ben Avuiá.[2]  Ao chegarmos na semana cinqüenta, já sabemos que não é mera coincidência que esta lição cai justo em Chai Elul. A visão chassídica é de sempre tentar ver o lado bom e de procurar mecanismos para que os mais afastados possam fazer teshuvá. Isto já foi demonstrado anteriormente na semana do corvo, semana da Rosh Hashaná da Chassidut, dia 19 de Kislev. O Rebbe de Lubavitch, baseado numa interpretação do Arizal, explica que D’us aceita até mesmo o arrependimento de Acher.[3]
Esta lição de Acher também está conectada com a formiga. Por mais que a formiga tenha qualidades maravilhosas como apontado antes, ela também é capaz de ter um lado não muito positivo, que é de se achar superior  aos outros. Vemos isto em seu próprio canto, ao chamar o outro de preguiçoso e louvar as suas próprias qualidades. No Judaísmo, algo pior que pecar, é ser arrogante. Sobre alguém arrogante, D’us diz que “Eu e ele não podemos morar juntos”. Isto é algo seríssimo, que o Chassidismo também veio para consertar. Há um ditado muito conhecido de um dos mais extraordinários chassidim do Chabad, Reb Hillel Paritcher. Diz ele que antes de ser chassid, ele se considerava um tzadik. Ao começar a estudar o Tanya, principal obra do Alter Rebbe, pensou: “quem me dera ser uma pessoa mediana (beinoni)!”
O próprio Alter Rebbe, no discurso chassídico ao ser libertado da prisão no dia 19 de Kislev, enfatiza a importância da humildade. Neste discurso, chamado Katonti, o Alter Rebbe explica que a reação correta ao obter sucesso é  perceber a bondade de D’us e sentir gratidão. Cada vez que nos aproximamos de D’us entendemos melhor como somos pequenos em relação a Ele.
No final do primeiro capítulo do Tanya, o Alter Rebbe explica que a impureza, klipá, está ligada aos quatro elementos da natureza: fogo, água, ar, e terra. O fogo representa raiva, e também arrogância (formiga). A água representa os prazeres físicos (cobra). O ar representa a indiferença e a ironia (escorpião). A terra representa a tristeza e a preguiça (a lesma). Depois das primeiras quatro semanas ligadas ao mês de Elul, temos a oportunidade de nos arrepender pelas más ações ligadas a todos estes elementos.
Nesta semana, conectada a sefirá chochmá, o grande “presente” de autoaprimoramento aprendido com a formiga é que não há limites para aproximação com D’us. Como ela, podemos ser exemplos edificantes para pessoas que ainda não atingiram níveis mais elevados de judaísmo.



[1] Hayom Yom, 17 de Av, p. 79a
[2] Talmud Yerushalmi, Chagigá 77B
[3]  Marcus, p. 151

Thursday, January 8, 2009

Semana 51: Compreender Que Somos Todos Uma Só Alma

Semana 51: Compreender Que Somos Todos Uma Só Alma

E na  quinquagésima primeira semana, ainda no mês de Elul, é a ratazana (chuldá) quem clama para que todos os seres vivos louvem ao Eterno: Haleluiá!! (Salmo 150:6). Esta é uma referência ao poder de arrependimento ligado ao mês de Elul. Outrossim, é notório que na era messiânica todos os seres, mesmo os mais baixos, irão abertamente louvar a D’us. Interessante notar que, em certos anos, parte da semana cinquenta e um  também coincide com a semana de Rosh HaShaná, semana um, do próximo ano. Rosh Hashaná está conectado com o conceito de todo ser vivo louvar a D’us.
Chuldá é o nome de uma das sete mulheres profetizas mencionadas no Tanach. Ela foi a última a profetizar antes do exílio Babilônico, sobre a queda da dinastia do Rei David. A dinastia havia sido extremamente corrompida, e a profecia de Chuldá é muito forte e incriminadora. A origem etimológica da palvara chuldá vem de chaled, cuja expressão em hebraico significa terra decadente.
A ratazana representa corrupção e decadência, tanto na civilização, como na natureza. O que é tão bonito no canto da ratazana é a descrição da redenção e como se redimir deste estado decadente. Como explicado na semana sete, Noé se isolou dos demais e não rezou por eles. Por este motivo, foi parcialmente tido como culpado pelo Dilúvio por D’us. Antes o mundo foi destruido como uma só entidade,mas no futuro cantaremos todos juntos, nos responsabilizando uns pelos outros, e louvando a D’us de forma unida.
No cântico da ratazana, a palavra para ser vivo é neshamá, que literalmente significa alma. Neste verso, a palavra está no singular, quando em hebraico seria mais apropriado dizê-la na forma plural. A explicação para isto é simples: todos nós somos no fundo uma única alma, parte e fragmento de D’us. O cântico da ratazana pode ser interpretado como o louvor a D’us por parte de todos os seres em unicidade, sem exceção.
No Pirkê Avot desta semana Rabi Yossi benYehudá, proveniente da Babilônia, dizia que quem aprender a Lei Divina com homens novos é como se comesse uvas verdes e bebesse vinho saído do lagar; porém os que aprendem com mestres idosos, é como se comessem uvas maduras e bebessem vinho velho (Cap. IV:20).
A afirmativa de Rabi Yossi compara o aprendizado das idéias extraídas da Torá com o vinho. Este cotejo está relacionado com a sefirá de biná, a sefirá intelectual desta semana. Depois de “acesa a lâmpada” da chochmá da semana anterior, o conceito é digerido intelectualmente, até ser devidamente absorvido, como na fermentação do vinho.
Como mencionado, esta semana está conectada à “Shavuot”. O “presente” de autoaprimoramento que aprendemos com a ratazana é o de que qualquer pessoa pode se conectar diretamente com D’us. Isto ocorre de forma natural, sem necessidade de intermediários; assim como a própria respiração. 

Monday, January 5, 2009

Semana 52: Coroar D’us como Nosso Rei

Semana 52: Coroar D’us como Nosso Rei

Finalmente, chegamos à última semana, quinquagésima segunda, quando os cachorros clamam a todos para que adorem e prostem-se em reverência ao Eterno Criador (Salmo 95:6). Esta semana coincide com o periodo de Rosh Hashaná do ano seguinte. Note-se que o número cinquenta e dois tem a guematria da palavra cachorro em hebraico.
O canto dos cachorros é uma referência ao objetivo principal de Rosh Hashaná: coroação de D’us, nosso Criador, como Rei do Universo. Rosh Hashaná e Yom Kippur são as únicas épocas do ano em que os judeus literalmente se ajoelham e se prostram diante de D’us. De fato, se prostrar é um sinal de submeter nosso intelecto, já que a cabeça vai ao chão. O cachorro, kelev em hebraico, tem esta característica, pois seu nome significa “kulo lev, “todo coração.” Seu coração domina totalmente seu raciocínio. Existe um conceito básico no chassidismo, que o intelecto sempre domina o coração. Contudo, quando se está diante de D’us, entendemos que o intelecto é nada comparado a Ele.
Na cabalá, o cachorro representa o conceito de impureza. O cachorro é só coração, e normalmente atos impuros têm uma ligação com o lado emocional. A conclusão do Perek Shirá contém uma explicação dada por um anjo ao Rabino Yeshaya, aluno do Rabino Chanina Ben Dosa, do motivo da inclusão do cachorro neste livro. O anjo explica que os cachorros se comportaram bem durante a saída dos judeus do Egito, se mantendo calados, sem latir. Assim como na redenção do Egito, com a chegada de Mashiach, toda impureza será nulificada e elevada para o cumprimento de Torá e mitzvot. Já vemos parte disto nos tempos atuais, onde o cachorro não é mais conhecido por sua impureza, mais sim como o “melhor amigo do homem”, fiel e leal. A propósito, a chegada de Mashiach será anunciada por Eliyahu, cuja guematria de seu nome equivale ao número cinquenta e dois.
            Nesta semana no Pirkê Avot Rabi Elazar HaCapar ensina que a inveja, tentação, e a busca de honrarias arrebatam o homem do mundo (Cap. IV:21). Rabi Elazar também captou a idéia ligada ao cachorro de aprendermos a controlar emoções negativas. Estes sentimentos passam a ser irracionais quando entendemos que é D’us quem controla o mundo e tudo que Ele faz e comanda é para nosso próprio bem.
Rabi Elazar HaCapar: “aqueles que nascem estão destinados a morrer; aqueles que estão mortos estão destinados a voltar a viver; e aqueles que vivem estão destinados a ser julgados. Saiba, faça conhecer, e tome consciência de que Ele é D’us, Ele é o Modelador, Ele é o Criador, Ele é o Discernidor, Ele é o Juiz, Ele é o Testemunha, Ele é o Litigante, Ele no futuro julgará. Bendito seja Ele, diante de quem não há iniquidade, nem esquecimento, nem parcialidade, nem suborno; e saiba que tudo se faz segundo o cálculo. Que tua má inclinação não te assegure que a tumba será um lugar de refúgio para ti, pois contra tua vontade foste criado, contra tua vontade foste feito nascer, contra tua vontade vives, contra tua vontade morrerás, e contra tua vontade estás destinado a prestar contas perante o supremo Rei dos reis, o Santo, Bendito seja” (Cap. IV:22).
Esta segunda parte é uma descrição perfeita do que é Rosh Hashaná. Com estas palavras, começamos novamente o ciclo do ano e da vida.
As palavras de Rabi Elazar HaCapar estão conectadas com julgamento e da’at, a sefirá desta última semana. Da’at é a aplicação do conhecimento a realidade dos eventos diários. Vejam como a palavra da’at aparece repetidamente neste verso: “saiba, faça conhecer e tome consciência” em hebraico é leidah, lehodiah, le'ivadah, todos verbos que tem da'at na sua raiz etimológica.
A sefirá de da’at também é conhecida como keter, coroa. Na semana de Rosh Hashaná, coroamos D’us como nosso Rei. Temos que entender que nada somos comparados a Ele. Somente Ele decide, julga e cria. Ele D’us é o Rei dos Reis, Abençoado e Único.
Como mencionado, esta semana continua conectada a “Shavuot”. Devemos nos inspirar na lição dos cachorros e aproximar aqueles afastados, para que se dirijam de corpo e alma e louvem ao Criador.


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