Monday, January 25, 2016

                              Vigesima Semana: Celebrando Tu B'Shvat 
                                    Firmeza, Equilibrio e Generosidade


            Nesta semana celebramos Tu B’Shvat, Ano Novo das Arvores.

           A aranha é o vigésimo animal do Perek Shirá que brada ao Povo de Israel para que O louve com o clangor de címbalos; louve-O com altissonantes trombetas (Salmo 150:5).

Para o Rei David, a quem o Perek Shirá é atribuído, a aranha tem um significado muito especial. O Midrash ensina que David se perguntou porque D’us fez a aranha. O motivo foi compreendido muito depois, quando fugindo do Rei Saul, entrou numa caverna. Nesse momento, milagrosamente, uma aranha teceu uma teia na entrada. Quando os homens de Saul passaram e viram aquela teia, concluiram que ninguém poderia ter entrado na caverna recentemente. Então partiram, sem se preocupar em vistoriar a caverna. A teia de aranha não só salvou a vida do Rei David, mas também o fez entender que tudo que D’us faz tem um propósito glorioso. Talvez tenha sido por isso que o Rei David destinou o verso da aranha no Perek Shirá para a semana de Tu B'Shvat, ponto alto da celebração da natureza no judaísmo. O versículo da aranha vem do Salmo 150 - o último do Livro dos Salmos -, que serve como ápice do louvor à D’us.

A teia é um exemplo de equilíbrio como a árvore. Os dois são testemunhos da grandeza de D’us e complexidade de Sua criação. Certas árvores e a teia de aranha são delicadas mas aguentam ventos fortes! Uma das razões para isso é que tanto a árvore como a teia de aranha absorvem o impacto do vento com equilíbrio e flexibilidade, sem se quebrar ou cair.

O Pirkê Avot desta semana está no ensinamento do Rabi Elazar de Bartota que disse: dá a Ele do que é Seu, pois tu e tudo que é teu é d’Ele; assim disse David: tudo nos vem de Ti, e da Tua mão damos para Ti (Cap. III: 7, I Livro de Crônicas 29:14). Nesta semana de Tu B’Shvat lembramos dos frutos do dízimo. Através da natureza, D’us nos presenteia com frutos. Assim, nada mais natural que, em retorno, ofertemos uma parte desses frutos de volta a Ele.

Nesta semana o produto final entre as sefirot resulta em yesod shebetiferet. Tu B’Shvat e as árvores representam os conceitos desta combinação: fundação, beleza e equilíbrio. Portanto, uma lição que se depreende da aranha é a de que, com confiança total, voz alta e firme (como o tilintar dos címbalos), podemos servir de exemplo, ajudar e influenciar outros a acreditar que tudo tem uma razão de ser.

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